Mundo
Guerra no Médio Oriente
Israel acusa o Hezbollah de violar repetidamente o acordo de cessar-fogo
Israel acusou o Hezbollah, um grupo pró-Irão, de violações "repetidas" do frágil acordo de cessar-fogo no Líbano, onde ataques aéreos israelitas mataram onze pessoas durante a noite, segundo os meios de comunicação estatais.
"Ataques repetidos com drones. O Hezbollah continua a tentar reconstruir as suas capacidades militares no sul do Líbano. Estas violações não serão toleradas", escreveu o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel na rede social X.
As declarações de Telavive surgem depois de ataques israelitas a uma aldeia do sul do Líbano terem provocado 11 mortes, incluindo dois bebés e dois paramédicos, na última madrugada. Os residentes da aldeia, situada perto da cidade de Nabatieh, tinham regressado a casa em junho, após o cessar-fogo, depois de terem sido deslocados pela guerra entre Israel e o Hezbollah.
Após o ataque aéreo, os moradores do bairro voltaram a fugir, enquanto vários edifícios vizinhos foram danificados, avança a AFP.
O ataque aéreo foi realizado sem qualquer aviso prévio por parte do exército israelita, ao contrário do ataque realizado na aldeia vizinha de Deir Zahrani.
Na quinta-feira, Israel anunciou ter assumido o controlo da cordilheira Ali Taher, com vista para Nabatieh, alegando que o Hezbollah tinha escavado uma rede subterrânea de túneis sob a posição. O Hezbollah não confirmou esta informação e o exército israelita intensificou os seus ataques na região.
Após os ataques de domingo, o presidente libanês, Josef Aoun, apelou a Washington e à comunidade internacional para "parar" os ataques israelitas, denunciando uma "escalada perigosa".
Nove pessoas morreram num ataque que destruiu um edifício residencial em Kfar Remmane, enquanto dois socorristas morreram quando o seu carro foi atingido na mesma cidade, segundo a Agência Nacional de Notícias (NNA).
Na manhã desta segunda-feira, as equipas de resgate ainda procuravam possíveis vítimas nos escombros.Israel intensificou ataquesDurante a noite, o exército israelita ordenou aos residentes de Deir Zahrani que abandonassem a área antes de um ataque aéreo que, segundo Telavive, tinha como alvo uma instalação do Hezbollah.
Depois de o movimento pró-Irão ter lançado um drone explosivo contra as forças israelitas, o exército avisou, em árabe via Telegram, que iria atacar uma instalação do Hezbollah.
"Quase 22 minutos depois" deste aviso, a Força Aérea israelita destruiu o edifício, segundo a Agência Nacional de Notícias (NNA).
Israel tinha intensificado os ataques aéreos nos últimos dias. Na sexta-feira, quatro pessoas foram mortas e, no domingo, outras sete morreram em ataques a várias cidades do sul do país.
O exército israelita alegou ter retaliado o lançamento de dois drones do Hezbollah contra os seus soldados, sem causar ferimentos, e denunciou o ato como uma "violação flagrante" do cessar-fogo.
O movimento libanês arrastou o Líbano para o conflito regional ao lançar ataques contra Israel em março, em apoio do seu aliado, o Irão. As represálias israelitas resultaram em mais de 4.300 mortes, segundo as autoridades.
Embora as hostilidades tenham diminuído desde junho, após um memorando de entendimento entre os EUA e o Irão e um acordo-quadro entre o Líbano e Israel, o exército israelita continua a realizar ataques esporádicos no Sul, onde ocupa uma faixa fronteiriça com aproximadamente dez quilómetros de largura.
As declarações de Telavive surgem depois de ataques israelitas a uma aldeia do sul do Líbano terem provocado 11 mortes, incluindo dois bebés e dois paramédicos, na última madrugada. Os residentes da aldeia, situada perto da cidade de Nabatieh, tinham regressado a casa em junho, após o cessar-fogo, depois de terem sido deslocados pela guerra entre Israel e o Hezbollah.
Após o ataque aéreo, os moradores do bairro voltaram a fugir, enquanto vários edifícios vizinhos foram danificados, avança a AFP.
O ataque aéreo foi realizado sem qualquer aviso prévio por parte do exército israelita, ao contrário do ataque realizado na aldeia vizinha de Deir Zahrani.
Na quinta-feira, Israel anunciou ter assumido o controlo da cordilheira Ali Taher, com vista para Nabatieh, alegando que o Hezbollah tinha escavado uma rede subterrânea de túneis sob a posição. O Hezbollah não confirmou esta informação e o exército israelita intensificou os seus ataques na região.
Após os ataques de domingo, o presidente libanês, Josef Aoun, apelou a Washington e à comunidade internacional para "parar" os ataques israelitas, denunciando uma "escalada perigosa".
Nove pessoas morreram num ataque que destruiu um edifício residencial em Kfar Remmane, enquanto dois socorristas morreram quando o seu carro foi atingido na mesma cidade, segundo a Agência Nacional de Notícias (NNA).
Na manhã desta segunda-feira, as equipas de resgate ainda procuravam possíveis vítimas nos escombros.Israel intensificou ataquesDurante a noite, o exército israelita ordenou aos residentes de Deir Zahrani que abandonassem a área antes de um ataque aéreo que, segundo Telavive, tinha como alvo uma instalação do Hezbollah.
Depois de o movimento pró-Irão ter lançado um drone explosivo contra as forças israelitas, o exército avisou, em árabe via Telegram, que iria atacar uma instalação do Hezbollah.
"Quase 22 minutos depois" deste aviso, a Força Aérea israelita destruiu o edifício, segundo a Agência Nacional de Notícias (NNA).
Israel tinha intensificado os ataques aéreos nos últimos dias. Na sexta-feira, quatro pessoas foram mortas e, no domingo, outras sete morreram em ataques a várias cidades do sul do país.
O exército israelita alegou ter retaliado o lançamento de dois drones do Hezbollah contra os seus soldados, sem causar ferimentos, e denunciou o ato como uma "violação flagrante" do cessar-fogo.
O movimento libanês arrastou o Líbano para o conflito regional ao lançar ataques contra Israel em março, em apoio do seu aliado, o Irão. As represálias israelitas resultaram em mais de 4.300 mortes, segundo as autoridades.
Embora as hostilidades tenham diminuído desde junho, após um memorando de entendimento entre os EUA e o Irão e um acordo-quadro entre o Líbano e Israel, o exército israelita continua a realizar ataques esporádicos no Sul, onde ocupa uma faixa fronteiriça com aproximadamente dez quilómetros de largura.
Novas negociações entre as autoridades libanesas e israelitas são esperadas ainda este mês, embora não tenha sido anunciada qualquer data.
c/agências